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Com informações G1 MT
Araras se adaptam à vida na cidade em Cuiabá, inspirando estudos e documentário
Em meio à agitação urbana, um grupo de araras-canindé encontrou um refúgio inesperado no coração de Cuiabá. A presença dessas aves coloridas, típicas de áreas de mata, virou objeto de um estudo de nove anos da bióloga Luciana Pinheiro Ferreira e agora será o tema central de um documentário.
Segundo a pesquisadora, a permanência da espécie na capital mato-grossense é um indicativo da saúde ambiental da cidade, apesar da perda de vegetação.
“Cuiabá perdeu 17% da área verde. As araras trazem a notícia de que a cidade ainda tem jeito. Elas mostram que ainda existem árvores frutíferas, nativas, e reforçam a importância da vegetação urbana”, afirmou Luciana.
Monitoramento e Ninhos em Bairros Movimentados
Luciana monitora o comportamento das araras utilizando binóculos, observando como elas se adaptam ao ambiente urbano: onde se alimentam, se reproduzem e constroem ninhos.
A pesquisa não se restringe ao Centro. Moradores de diversos bairros movimentados, como Coxipó, Goiabeiras, Araés, Despraiado e Pedra 90, costumam alertar a bióloga sobre a presença dos ninhos, permitindo o mapeamento dos hábitos das aves em meio à urbanização.
Documentário Registrará o Lado Humano das Aves
O projeto ganhou a parceria do fotógrafo José Medeiros, responsável por registrar a rotina das araras. Ele explica que é preciso acordar cedo para capturar os melhores momentos:
"A gente começa por volta das 4h da manhã. As araras têm o hábito de sair ao amanhecer, o macho busca alimento para a fêmea e depois eles namoram. A câmera grava tudo isso,” disse o fotógrafo.
Com a participação de Felipe na produção audiovisual, o trio pretende lançar o documentário em breve, contando a história de resiliência dessas araras que prosperam em meio à movimentação de Cuiabá.