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Com informações de Olhar Conceito
Arte mato-grossense provoca reflexão sobre crise climática
Enquanto chefes de Estado e ambientalistas se reúnem em Belém do Pará para decidir os rumos do planeta durante a COP 30, em Cuiabá a arte mato-grossense levanta sua própria bandeira ecológica. No Parque das Águas, a artista visual Mari Gemma De La Cruz abre a exposição “Sob o Céu de Urucum há Esperança?”, uma instalação que transforma o espaço público em cenário de reflexão sobre o colapso do Cerrado e o impacto das ações humanas sobre o meio ambiente.
A mostra apresenta fotografias e vídeos da série “Céu de Urucum”, obra premiada no Brasil e no exterior, que também integra a exposição coletiva “Imagens para adiar o fim do mundo”, promovida pelo Festival Foto Brasil durante a COP 30. Essa conexão entre Cuiabá e Belém coloca a arte do Centro-Oeste no mapa das discussões globais sobre desmatamento, mudanças climáticas e sustentabilidade.
Mari Gemma define sua produção como um ato de resistência. “Mesmo que as queimadas cessassem hoje, seus efeitos permaneceriam por décadas. A arte precisa lembrar o que a economia predatória insiste em esquecer: que o colapso ambiental é agora — e que ainda há esperança se agirmos com responsabilidade e imaginação coletiva”, afirma a artista.
O projeto reúne nomes como Divanize Carbonieri, Liandra Rossetti e Neide Silva, além de estudantes do Instituto Federal de Mato Grosso – Campus Bela Vista, orientados pelo professor Marcelo Velasco. Essa troca entre artistas consagrados e jovens criadores reforça a proposta de democratizar o acesso à arte e unir cultura, educação e consciência ambiental em um mesmo movimento.
A exposição é gratuita, conta com audiodescrição e permanece aberta 24 horas por dia até 24 de novembro, no Parque das Águas, em Cuiabá.