Chapada inspira fotógrafo a registrar riquezas e ameaças do Cerrado
O fotógrafo cuiabano Lucas Ninno transformou sua relação com Chapada dos Guimarães e o Cerrado em um projeto de vida. Desde a infância, ele percorre a região e registra paisagens, animais e formações naturais, mas também os impactos do desmatamento.
A fotografia entrou em sua vida por volta dos 20 anos, quando começou a trabalhar em jornais de Cuiabá. Em 2022, recebeu apoio da National Geographic Society para desenvolver um projeto sobre o bioma. A iniciativa, prevista inicialmente para dois anos, acabou se tornando uma missão permanente.
Para Lucas, o Cerrado vai muito além das árvores tortas e da vegetação seca. Cavernas, formações geológicas raras e a capacidade de recuperação após o fogo revelam uma diversidade ainda pouco conhecida.
Ao revisitar os mesmos lugares, o fotógrafo também testemunha a degradação ambiental. Áreas preservadas dão lugar ao desmatamento, comprometendo paisagens e ecossistemas.
Apesar das ameaças, ele acompanha iniciativas de conservação, recuperação ambiental e ecoturismo. Acredita que aproximar as pessoas da natureza é fundamental para fortalecer a preservação.
Mesmo após anos de trabalho, Lucas considera que ainda há muito a descobrir e documentar.
“Quanto mais ando, mais longe fico de terminar”, resume.
O objetivo é continuar registrando regiões pouco conhecidas e inspirar as pessoas a reconhecer a beleza e a importância do Cerrado.
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