Quarta, 11 de março de 2026
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Arte e Cultura / 11/03/2026
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Da Redação/ Com informações do Olhar Conceito

Cuiabano viraliza ao usar IA para mostrar VLT rodando pelas avenidas de Cuiabá e VG

O cuiabano Jefferson Silveira, criador do perfil @iaemcuiaba no Instagram, voltou a viralizar nas redes sociais ao publicar um vídeo produzido com inteligência artificial que simula como seria o VLT circulando por avenidas de Cuiabá e Várzea Grande, na região metropolitana.

Nas imagens geradas pela tecnologia, o trem aparece rodando por diferentes pontos da capital, recriando um cenário que nunca chegou a se tornar realidade, mas que ainda permanece vivo na memória de muitos moradores da cidade.

O projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) começou em 2012, após a assinatura de contrato com o Consórcio VLT Cuiabá, vencedor da licitação com proposta de aproximadamente R$ 1,47 bilhão.

O consórcio era formado pelas empresas CR Almeida, Santa Bárbara Construções, CAF Brasil, Magna Engenharia e Astep Engenharia. Apesar da promessa de modernizar o transporte público da região metropolitana, o projeto enfrentou problemas e acabou paralisado.

As obras ficaram interrompidas entre 2014 e 2020, período marcado por atrasos, disputas e críticas ao empreendimento. Em 2020, o governador Mauro Mendes decidiu abandonar definitivamente o VLT e substituí-lo por um sistema de ônibus rápido, o BRT.

Na legenda do vídeo, Jefferson aproveitou a publicação para relembrar os impactos causados pela obra inacabada. Segundo ele, a tentativa de implantação do sistema deixou uma série de marcas na cidade.

“Muitos imóveis foram desapropriados, comércios quebraram por causa da paralisação das vias, centenas de árvores foram cortadas e o transtorno no trânsito parece não ter fim. Uma obra que nasceu como promessa de modernização acabou se transformando em um dos episódios mais frustrantes da história recente de Mato Grosso”, escreveu.

O conteúdo também classificou o projeto como “um dos maiores desastres envolvendo uma obra pública na história do estado”, frase que ajudou a impulsionar ainda mais o debate nas redes sociais sobre o destino do empreendimento e o impacto que ele deixou na capital mato-grossense.

 

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