Segunda, 23 de fevereiro de 2026
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Arte e Cultura / 23/02/2026
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G1

Quatro bandas do estado concorrem a uma vaga para tocar no Lollapalooza

Quatro bandas de Mato Grosso estão concorrendo para tocar em um dos maiores festivais de música da cidade de São Paulo. O concurso "Temos Vagas – Lollapalooza", busca revelar e apoiar bandas e artistas independentes de todo o país.

A votação é feita pelo site oficial 89 FM A Rádio Rock, e segue aberta até o dia 24 de fevereiro. Para participar, o público pode pesquisar pelo nome da banda favorita ou acessar a lista completa dos concorrentes. As mais votadas ganham visibilidade nacional e espaço nas redes sociais e nos canais de divulgação das organizadoras, o que pode impulsionar a carreira dos artistas participantes.

Conheça as bandas mato-grossenses que estão na disputa e representam o estado na competição:

Metrópole Sombrê (Cuiabá)

A banda cuiabana surgiu em 2022 e transita entre o shoegaze e o indie rock, com influências do rock alternativo e a urgência do pós-punk. O shoegaze nasceu nos anos 1980 e caracteriza-se por vocais suaves e quase etéreos, que flutuam sobre instrumentais densos e envolventes.

Ao g1, o vocalista Matheus, relatou que a identidade do grupo está diretamente ligada ao próprio nome. “Metrópole permite abarcar qualquer tema, desde o caos da periferia e a infraestrutura urbana, até experiências de perda, dor ou sofrimento”, contou. Já o termo Sombrê, deriva do francês "sombria" e reforça a intenção de trazer à tona a presença sombria da dor, seja do amor, da alma ou das dificuldades da vida.

Com essa combinação de sonoridades e temas, a banda busca criar uma experiência intensa, que mistura introspecção e crítica social, transportando o ouvinte para o universo sombrio que dá nome ao grupo.

Sobre a participação no festival, Matheus relata que é uma forma de deixar o trabalho da banda mais conhecido, além de ser uma grande forma de abraçar oportunidades maiores, em um espaço onde eles podem apenas se preocuparem com o som e a performance.

Sr. Infame (Cuiabá)

Formada em 2007, a banda construiu, ao longo de 20 anos, uma trajetória marcada pela originalidade e pelo questionamento da realidade ao seu redor. As letras exploram temas sociais, existenciais e emocionais, convidando o ouvinte a refletir.

Para o vocalista Jomar Brittes, de 51 anos, a essência do grupo está justamente na autenticidade do som. Em entrevista ao g1, ele destaca um dos maiores sucessos da banda, “Abutre Social”, uma faixa que denuncia a lógica perversa do mundo virtual, onde tragédias acabam sendo naturalizadas em nome de cliques e visualizações.

Confederados 163 (Sinop)
A banda mato-grossense de Sinop, formada em 2021, aposta no Country Rock e no Bluegrass como identidade musical. Nos últimos anos, o grupo tem se consolidado como uma das revelações da cena do Norte de Mato Grosso, com apresentações em grandes eventos dentro e fora do estado.

Com repertório que transita entre clássicos do rock nacional e internacional, além de influências do country, a banda já dividiu palco com nomes conhecidos do cenário brasileiro, como IRA!, Sepultura, Michel Teló, Teodoro e Sampaio e Jad & Jadson. Segundo os integrantes, a proposta é unir energia de palco, originalidade e referências marcantes para fortalecer o som produzido em Mato Grosso.

Som de Fita (Cuiabá)
A Som de Fita é uma banda de rock alternativo de Cuiabá que iniciou as atividades no cenário autoral da capital mato-grossense em 2015. Com uma proposta sonora que mistura peso e melodias pop, o grupo define sua identidade como “um rock alternativo barulhento e pop”, com letras marcantes e dançantes.

O nome da banda faz referência à época em que os bailes tocavam fita cassete, em um aceno nostálgico ao universo analógico e à estética mais crua e física da música. Sobre a possibilidade de tocar em um grande festival, os integrantes afirmam que seria como “uma indicação ao Oscar”, um selo de qualidade e relevância.

 

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